Fábricaal

A Fábrica Alentejana de Lanifícios surge da necessidade de salvar um património, de o manter vivo e prolongar uma história que vem de há muito tempo. Pretende promover a região de Reguengos de Monsaraz e a sua cultura, divulgando uma arte milenar de forma responsável e sustentável. Aqui são preservadas todas as técnicas, elementos e motivos tradicionais que se transmitiram ao longo das várias gerações. Na tecelagem são utilizados os velhos métodos de fabrico artesanais, sendo o mais importante instrumento de trabalho o tear, o qual está inalterado. As tecedeiras firmam-se na burra (uma trave na traseira do tear), empurram a queixa (o que usam para bater cada volta de fio na teia de encontro ao já tecido) e carregam nos pedais, fazendo passar as lançadeiras (onde estão as canelas com a lã) pela teia. As lançadeiras foram o único elemento que teve alterações ao longo dos tempos: já têm rolamentos! Esta mudança permitiu que a sua passagem pela teia seja mais rápida e não tão exigente (antes era um trabalho essencialmente destinado aos homens, tal era a exigência física). A parte central do tear é formada pelos liços ou pranchadas. Os liços são uma espécie de grade de fios, presa a duas canas. Os fios têm uma espécie de nós que estabelecem o ‘programa’ de todo o padrão que vai ser realizado. É fundamental assegurar que este saber antigo não desaparece, que é valorizado e que traz trabalho e prosperidade para a região, de forma a criar sustentabilidade económica e social.

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